NOTICIÁRIO TINGUI BOTÓ – ÚLTIMAS NOTÍCIAS…   6 comments

IFAL DEVE DESENVOLVER PROJETO NA COMUNIDADE TINGUI BOTÓNa tarde deste sábado (10) um diretor do Instituto Federal de Alagoas esteve acompanhado de alguns alunos do Campus Arapiraca visitando a Tribo Tingui Botó. O Diretor levantou a proposta para o cacique da tribo de desenvolver um projeto em que  bolsistas do Instituto irão lecionar aulas  de informática básica e noções de computação junto aos indígenas. Na escola da aldeia existem 10 computadores inativos cedidos pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte  para a utilização dos alunos, no entanto não existe profissionais capacitados para trabalharem com as máquinas, sendo assim o Ifal visa desnvolver com seus bolsistas um projeto de manutenção, assistência técnica e lecionar aulas  para a comunidade.

Segundo o representante da instituição projetos parecidos estão sendo desenvolvidos nas comunidades quilombolas de Pau D’arco e Carrasco em Arapiraca e na aldeia Karapotó – Plakiô em São Sebastião.

Para a aldeia será interessante que alguns de seus membros tenham noção de como é o mundo da tecnologia. Esperamos que o projeto flua e ganhe bons rumos para o progresso de nosso povo.

PAJÉ - PRINCIPAL LIDER RELIGIOSO

 

POVO TINGUI BOTÓ ENCERRAM GRANDE FESTA DO OURICURI

No último domingo 22, a comunidade Tingui Botó, se retirou do Ouricuri e voltou a aldeia para suas devidas casas. O Ritual Sagrado tem em janeiro o maior período contínuo de dedicação dos indígenas a cerimônia religiosa. Desde o primeiro sábado do ano toda a população se concentrou na mata sem o  contato do homem branco, permanecendo ali até o terceiro domingo do ano.

Lá é cultuada e mantida toda a tradição que um povo possa ter. A  vida ocorre de outra forma, sendo enormemente diferente o modo de de vida de um cidadão comum nos dias atuais para o modelo como se vive no Ouricuri. O ritual é secreto exatamente pelo motivo de que não é interessante para o modelo de vida do homem branco e por isso as tribos que cultuam esse ritual é quem tem acesso a essas tradições. Como ocorre normalmente todo ano os Tingui Botó receberam visitas de outros indígenas como membros de etnias como Kariri Xocó e Xucuru Kariri que se fizeram presente no ritual, o mesmo ocorrerá com a visita dos Tinguis Botós a esses povos.

É  de grande destaque a quantidade de membros do próprio povo que se reúnem nesse período do ano na mata, pois diversos parentes que residem longe da tribo em cidades  como Maceió, Arapiraca, Jaramataia, Aracaju, e diferentes cidades do interior de São Paulo, tentando ganhar a vida de uma forma diferente, encontram em Janeiro um mundo completamente diferente.

Vale destacar que o ritual do Ouricuri ocorre durante todo o ano, assim como em todas as etnias que mantém esse costume.

TINGUI BOTÓ SE PREPARA PARA A GRANDE CERIMÔNIA RELIGIOSA

Como em todo ano desde o Séc. XIX o primeiro sábado do ano é o dia mais esperado pelo Povo Tingui Botó. Nessa data esse povo adentra a mata mais precisamente no Ouricuri ( Santuário Sagrado) para fins religiosos, permanecendo lá isento do convívio com o povo branco e vivendo a moda dos parentes mais antepassados que se possa imaginar. Em meio ao século XXI, e a correria do dia-dia existe um lugar onde se pode refletir e conviver em meio a pacificidade da natureza, o cantar dos pássaros, o soar dos rios, tudo isso a luz do sol e da lua, e mantendo-se da caça e do peixe. Embora o Ouricuri seja cultuado durante todo o ano, é em Janeiro o período mais importante e aguardado pelo povo, até por ser o maior período contínuo já que se estende até o terceiro domingo do mês, continuando com o culto religioso ao longo do ano. Portanto, nesse periodo a aldeia fica vazia e a população indígena se concentra na mata.

INDIOS DANÇANDO TORÉ

CIDADE  DE FEIRA GRANDE VIVE DRAMA

Embora este blog tenha dedicação exclusiva à causa indígena em especial ao Povo  Tingui Botó, nos sentimos na obrigação de reportar o dia mais triste da história da nossa cidade. Ocorreu na quinta feira (08 de Dezembro) no Centro da cidade do interior alagoano. Diversos fieis da Padroeira da Cidade Nossa Senhora da Conceição, encontravam-se depois de uma proscissão acompanhando a missa na Praça do Comercio em frente a Igreja Central, quando um veículo caçamba desgovernado veio em direção dessas pessoas atingindo um grande contingente de populares. Uma  tragédia como essa jamais foi vista na cidade, deixando mais de 10 mortos e diversos feridos. Os números da tragédia não são exatos, mas o que se sabe é que todos os cerca de 22 mil habitantes da cidade estão tristes e constrangidos com o ocorrido. E deixamos aqui nossos sinceros pesares aos parentes feiragrandenses em particular aos familiares das vítimas do acidente, e compartilharemos o sofrimento de cada feiragrandense.

Mais notícias sobre a tragédia…

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=246573

http://www.96fmarapiraca.com.br/noticias/editoria/arapiraca/tragedia-em-procisso-em-feira-grande-pessoas-morrem-atropeladas-por-cacamba/4535

http://7segundos.com.br/noticias/editoria/alagoas/agricultor-perde-esposa-gravida-filha-e-sogra-em-tragedia/4021

http://www.youtube.com/watch?v=YdYW5VFtRkY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=IvZTVkCst-o&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=velMrrH4XXA
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=246573
http://www.youtube.com/watch?v=IvZTVkCst-

CLIND NÃO EXISTIU EM 2011

O Curso de Licenciatura Indígena (Clind), ofertado pela Uneal, em convênio com o MEC e o Governo de Alagoas esteve parado durante todo o ano de 2011. Viemos aqui lamentar e reportar o constrangimento dos cerca de 80 estudantes indígenas que fazem parte do curso e de suas respectivas comunidades. O Clind iniciou suas atividades no ano de 2010, consistindo de aula todos os finais de semana, no CampusIV da Uneal em Palmeira dos Ìndios-AL, comportando estudantes indígenas de todas as etnias de Alagoas  nos cursos de História, Ciências Biológicas, Letras e Pedagogia. Tanto os discentes como os membros das diversas tribos indígenas alagoanas estavam até então satisfeitos e esperançosos com a formação superior de um considerado grupo da sociedade indígena, assim nossas etnias teriam melhor representação e pessoas capazes de lutarem pela causa. No entanto, não foi o que se viu este ano. O curso parou, sem explicações convincentes. As justificativas que os representantes oferecem aos indígenas é de que falta verba para gerir o curso.

Talvez, tanta falta de respeito com os estudantes seja devido à pouca representavidade e a carência de líderes indígenas no Estado  engajados para lutar pela Educação indígena.

Deixamos aqui nossa indignação com  a paralisação do Clind, e aguardamos que  em 2012  as atividades voltem a normalidade.

TINGUI BOTÓ É  CARTÃO POSTAL DE ALAGOAS

O Projeto Autorretrato “O Nordeste que é a nossa cara” expôs durante toda a Bienal do Livro um conjunto iconográfico que elegeu diversos cartões postais do Estado de Alagoas.  O trabalho foi destinado as comunidades tradicionais do nosso estado, sendo que entre os postais escolhidos cinco foram do Povo Tingui Botó. Foi um trabalhpo feito pelos próprios índios que valorizou a etnocidade, resgate e manutenção da cultura e principalmente o orgulho de ser índio. A comunidade fica agradecida pelo sucesso do trabalho e felicita a todos que queiram conhecer este povo.

Quem interessar-se em receber os cartões postais gratuitamente em seu domicílio, favor entrar em contato com o Projeto Autorretrato ou a Comunidade Tingui Botó, e deixar endereço através dos seguintes contatos:

Povo Tingui Botó-Tel.(82)81 31-9567/ 3524-5103    E-mail: jairan2010@gmail.com   Falar com Jairã

Autorretrato Tel(82) 8809-8514 ou Blog: www.retratonordeste.blogspot.com

AUTORETRATO FAZ MOSTRA DOS TINGUI BOTÓ NA BIENAL DO LIVRO DE ALAGOAS

Na semana entre 21 e 30 de Outubro quem visitar a Bienal Internacional  do Livro de Alagoas poderá eleger os Tingui Botós como cartões postais de Alagoas. Além deste povo indígena, outras comunidades tradicionais abrangidas pelo Autorretrato fazem parte da exposição.

O evento ocorre no Centro Cultural de Exposicões Ruth Cardoso.

ÍNDIOS SOFREM SEM SANEAMENTO BÁSICO

Em meio ao século XXI, com uma socidade chamada de civilizada, é de se lamentar as condições sanitárias que vivemos em Tingui Botó. O lixo produzido na tribo não possui um destino e passa a ser acumulado aos arredores do aldeamento. A Funasa então responsável por questões da saúde indígena sempre fechou os olhos para esse problema. Até pelo motivo de não ser tão cobrada pelos indígenas faz-se de conta que a saúde indígena são mil maravilhas, gastando-se fortunas em construções importunas como a do Polo Base da aldeia sendo que o básico e essencial não é tomado a mínima providência. Até mesmo na escola da aldeia o lixo encontra-se exposto ao ar livre em meio as brincadeiras dos curumins. Para quem visita a aldeia e não conhece as condições pode ficar com a impressão de que os índios são poluidores do ambiente, mas fica impossível armazenar o lixo produzido por mais de 300 pessoas sem haver coleta. Trata-se de um caso vergonhoso também para o governo municipal da cidade que dá assitência de coleta a todos os outros cerca de 20 mil habitantes da cidade. Ao menos semanalmente é feita a coleta nos mais longínquos povoados e sítios do território feira grandense, mas nós indígenas, talvez por ser-mos minoria étnica não temos esse acesso, tendo que viver em meio ao lixo.

Lixo em plena escola

Esse é mais um reflexo do progresso trazido pelo homem branco à nós índios. Um problema de fácil solução mas por falta de boa vontade dos governantes que articulam a política indígena em Alagoas ficamos à mercê de pessoas irresponsáveis pouco preocupados com um povo vulnerável à possíveis doenças que podem vir a ser gerada pelo excesso de lixo.

ELEFANTE NA ALDEIA?

Na  Aldeia Tingui Botó procura-se manter viva e rica a fauna e a flora local. No entanto elefante não faz parte de nenhum bioma brasileiro. Então como poderia haver um elefante na aldeia dos tinguis?

Não é piada. Trata-se de uma enorme e duradoura obra em construçaõ na entrada da aldeia. Um gigante de concreto está sendo erguido desde o ano 2010.  Na proposta de que a saúde indígena desse povo precisa de mudanças, a Fundação Nacional de Saúde através do da Secretaria de Saúde Indígena-Sesai em convênio com o  governo municipal da cidade de Feira Grande estão desperdiçando muito, mais muito dinheiro mesmo. Para ser mais preciso algo em torno de R$ 595.000,00, com uma obra que não trará ganho algum. Reconhecemos  a melhoria nas condições de trabalho dos profissionais que atuam junto à comunidade, mas que isso não faz com a obra deixe de ser imprecisa.

O ELEFANTE CONSTRUÍDO NA ALDEIA

Uma obra imprecisa no modo de ver de cada índio. É muito  dinheiro gasto com uma obra que não trará nenhum benefício a mais na saúde do povo indígena.

Aliás, o que aflige a nos indígenas são questões como o saneamento básico da aldeia que será em breve reportado neste blog. A preocupação dos responsáveis pela saúde indígena é de certa forma suspeita por ignorar necessidades eminentes  e investir em infraestrutura em detrimento do querer e necessidade do povo.

Um verdadeiro ELEFANTE BRANCO.

AUTORETRATO VOLTA A TINGUI BOTÓ PARA MOSTRAR RESULTADO DE TRABALHO

Os coordenadores do Projeto Autorretrato ” O Nordeste que é a nossa cara” trouxe o resultado de seu trabalho junto à comunidade indígena e expôs em um mural na escola da tribo. Segundo o jornalista Waldson Costa -coordenador do projeto foi uma experiência proveitosa. A comunidade marcou presença durante todo o tempo em que o registro fotográfico permaneceu no mural. Após uma semana as diversas fotos passaram a compor o Museu dos Tingui Botó que encontra-se no centro da Aldeia.

Para a comunidade foi uma passagem importante do Autorretrato pela tribo, e deixamos aqui nosso agradecimento aos idealizadores desse grandioso projeto.

Clique abaixo para baixar as melhores  fotos. (São 12 mega bytes)

AUTORETRATO.

TINGUI BOTÓ FAZ SEU AUTO RETRATO

O projeto Auto Retrato- O Nordeste que é a nossa cara chegou no fim de semana entre 27 e 28 de agosto de 2011 na Aldeia Tingui Botó em Feira Grande. O projeto que é coordenado pelo jornalista Waldson Costa tem o intuito de mostrar através de registro fotográfico traços da cultura de comunidades tradicionais, abrangindo seis comunidades por ano, sendo que a comunidade indígena foi a quinta no ano. Ao final serão selecionadas as melhores fotos e algumas chegarão a ser cartões postais.

Durante a passagem do projeto na aldeia mais de 15 jovens entusiasmados em mostrar sua identidade com registro iconográfico tiraram fotografias de diversos aspectos locais.

Foram focados traços e detalhes da pintura corporal, artesanato, canto, dança,fauna, flora, dia a dia, modo de vida, etc.

O projeto Autorretrato é patrocinado pelo BNDES, por meio do programa BNB Cultura, do Governo Federal. Para acompanhar o passo a passo das etapas de produção dos trabalhos,basta acessar o blog  do projeto. Vale ressaltar que o acontecimento também foi acompanhado e registrado por alguns sites importantes do nosso estado como o  TUDO NA HORA, SIGABLOGS, TRIBUNA HOJE, OLIVIA CASSIA, e diversos blogs. No mês de Setembro o  Autoretrato volta a aldeia para expor o resultado do trabalho.

Confira abaixo algumas fotos já publicadas:

POVO TINGUI BOTÓ SEDIA 1º SEMINÁRIO DOS POVOS INDÍGENAS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO VELHO CHICO

Nos dias 26 e 27 de Agosto de 2011 ocorreu na Terra Indígena Tingui Botó em Feira Grande o I Seminário dos Povos Indígenas da Bacia do Rio São Francisco. Participaram líderes de diversas etnias do Nordeste brasileiro.O evento também contou com representantes da Funai, Apoinme e alguns movimentos sociais.

As discussões se estenderam durante toda a sexta feira com a recepção dos representantes que chegavam a tribo. O toré foi que recepcionou e deu início ao evento logo na manhã de sexta feira.  À noite novamente ocorreu a dança sagrada dos índios com participação de todos os povos presentes.

As discussões giraram em torno de assuntos pertinentes aos problemas sofridos pelos índios da região destacando-se a temática Terra e Território.   A participação dos representantes da Funai foi discreta já que dispuseram-se à ouvir o que as lideranças tinham a reclamarem.

Ao final no sábado, foi aprovado um relatório com as requerências dos representantes ali presentes.

TINGUI BOTÓ NA APRESENTAÇÃO DO TORÉ

TINGUI BOTÓ RECEPCIONANDO MEMBROS DA CBHSF

Povos participantes do 1º Seminário dos Povos Indígenas da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco:

Tingui Botó- Feira Grande-AL

Karapotó Plaki-ô-São Sebatião-AL

Karapotó-Terra Nova-São Sebastião-AL

Kariri-Xocó-Porto Real do Colégio-AL

Xucuru Kariri-Palmeira dos Índios-AL

Wassu-Cokal-Joaquim Gomes -AL

Koiupanká-(Inhapi)-AL

Jeripankó-Pariconha-AL

Kalankó-(Agua Branca)-AL

Karuazú-( Pariconha)AL

Katokin-(Pariconha)AL

Pankararú-PE

Xocó-Porto da Folha-SE

Pitaguary-CE

Pataxó-MG

Esse foi mais um evento organizado pelo CBHSF e pela Apoinme com o intuito de fortalecer o movimento indígena encaminhando assim o grito de defesa a preservação do Velho Chico.

MPF CONVOCA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER QUESTÕES DE SAÚDE INDÍGENA

O Ministério Público Federal em Arapiraca realiza audiência pública nos próximo dias 25 e 26 de agosto, às 13 horas, para discutir questões ligadas à atenção básica à saúde em aldeias indígenas, nos municípios de Água Branca, Feira Grande, Inhapí, Palmeira dos Índios, Pariconha, Porto Real do Colégio, São Brás, São Sebastião e Joaquim Gomes.

Convocada pelo procurador da República José Godoy, a audiência vai acontecer no auditório da Federação das Associações Comunitárias de Moradores de Arapiraca (Rua Vicente Nunes de Albuquerque, 780, Jardim de Maria, Arapiraca, próximo ao Ministério Público do Trabalho).

Segundo o representante do MPF, a dificuldade para composição do quadro de profissionais das equipes de saúde indígena, contratação de motoristas e possíveis irregularidades no fornecimento de medicamentos são os principais problemas enfrentados pelas comunidades indígenas.Foram convidados para a audiência, prefeitos e secretários municipais de Saúde, representantes do Ministério Público do Estado e do Trabalho, do Conselho Distrital de Saúde Indígena de Alagoas, da Funai, da Funasa da 6ªCCR/MPF e da Secretária e do Departamento Especial de Saúde Indígena (Sesai/DSEI/AL) ; além de lideranças indígenas Wassú-cocal, Xucuru-kariri, Karapotó, Tingui-Botó, Kariri-xocó, Xocó, Kalonkó, Koiupanká, Geripankó, Karuazú e Katoquim. FONTE:WWW.PRIMEIRAEDICAO.COM.BR

PROJETO AUTO RETRATO CHEGARÁ AO POVO TINGUI BOTÓ

Está previsto para os dias 27 e 28 de agosto, na Escola Tingui Botó na aldeia de mesmo nome uma oficina entre os jovens indígenas que será coordenada pelo projeto Auto Retrato do Nordeste, que tem como coordenador o Jornalista Waldson Costa. A oficina faz parte de um projeto patrocinado pelo Banco do Nordeste e busca mostrar e valorizar através de registros fotográficos, culturas tradicionais em comunidades espalhadas por todo estado de Alagoas. O intutito é ensinar aos jovens como lidar com equipamentos fotográficos e posteriormente autoretratarem-se. O projeto já esteve em outras comunidades tradicionais e cresce a cada dia, chegando ao povo Tingui.

POVO TINGUI  BOTÓ SEDIARÁ NOVO ENCONTRO DA APOINME

Está marcada para o final de semana entre 26 e 28 de agosto de 2011 o encontro regional de lideranças indígenas que será  realizado pela Apoinme (Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo) na Aldeia Tingui Botó de Alagoas. O evento tem a frente o coordenador da articulação Marcos Sabarú que também é integrante da tribo.

Estão previsto palestras e discussões sobre assuntos como Terra e Território, Gestão Indígena e diversos outros temas. Deverão participar lideranças tribais de povos dos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Espírito Santo.

DEPUTADA CÉLIA ROCHA VISITA POVO TINGUI BOTÓ

No domingo (14 de Agosto) a Deputada Federal Célia Rocha (PSDB/AL) esteve em visita ao povo Tingui Botó de Alagoas.

Deputada Célia Rocha ao lado do Pajé Adalberto

A deputada chegou a tribo na tarde deste domingo acompanhada do pré-candidato à prefeito de Feira Grande Capitão Hilton e de alguns de seus assessores. A política foi recebida pelo caqique Erinawê e pelo pajé Adalberto, sendo apresentada aos demais integrantes da comunidade.

A população indígena compareceu em massa ao encontro com a deputada que ocorreu na Escola Tingui Botó.

À ela foram mostradas as dificuldades que os índios passam no dia a dia devido ao descaso eminente dos órgãos responsáveis pela causa indígena. Em uma mesa redonda com as principais lideranças da tribo como: Eraldo de Campos, Sebastião Ìndio, Marcos Sabarú, além de pajé e cacique, a deputada discutiu propostas que visem melhorar a vida da comunidade. Ela quis saber sobre saúde, educação e agricultura do povo. As lideranças enumeraram diversos problemas que o povo enfrenta como a ausência de um trator e um caminhão para manuseio e escoamento da produção agrícola da tribo, já que, a batata-doce é produzida num contingente amplo e tem que ser exportada da tribo.

” Somos o maior produtor indígena de batata-doce do Brasil, não nos sentimos felizes com isso porque caracteriza-se como monocultura, mas em verdade também cultivamos outras lavouras. O problema é que  ficamos obrigados a vender nosso produto a atravessadores a preço baixíssimo, como se pode vender 60 kg de batata por R$ 8,00?  Eles  lucram nas nossas costas” disse Sebastião Índio.

Para esse problema a deputada propôs contactar a Conab(Companhia Nacional de Abastecimento) para comprar diretamente a batata-doce produzida pelos índios.

Foram discutidos diversos outros assuntos como o encaminhamento para regularmentação da Associação Tingui Botó para Resgate da Cultura e Diversidade que visa angariar meios para desenvolver a comunidade. Nesse tema foi fundamental a presença do Jornalista Carlo Bandeira, que intermediou a discussão entre a deputada e os índios. Bandeira é jornalista e conhecedor da cultura desse povo, e é super querido por todos da tribo por mostrar aos índios como se sobressair diante de todo egoísmo e burocracia do homem branco.

Uma parte interesante da estadia da deputada na tribo foi quando foi apresentado o “toré’ pelos índios. A deputada ficou de olhos grilhados, vendo o canto e a dança Tingui Botó.

” Nunca tinha antes visitado uma comunidade indígena, a primeira é esta, mas tenho certeza que é a primeira de muitas vindas aqui. Passarei a olhar com outros olhos para os índios e prometo defender a causa enquanto estiver em Brasília”, disse a deputada antes de se retirar.

TINGUI BOTÓ ABRE  XIX REUNIÃO PLANÁRIA DA CBHSF

INDIOS TINGUI EM EVENTO DA CBHSF

Na sexta-feira (08 de Julh0)  os índios da Aldeia Tingui-Botó, localizada na Serra do Cachimbo, no município alagoano de Feira Grande, abriram com o toré, dança ritualística dos povos indígenas, os trabalhos da XIX Reunião Plenária do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), que acontece em Petrolina, cidade pernambucana distante 721  km da capital, Recife.

De acordo com o índio Erianawê, cacique da tribo, os povos indígenas que margeiam o Rio São Francisco são contrários a implantação de usinas nucleares e a toda ação que prejudique a vida dos ribeirinhos.

“Nossa dança traz um grito de revolta pela degradação provocada pelo homem. Que as decisões dessa plenária objetive a melhoria da qualidade de vida do nosso povo e não seja somente apenas mais um encontro para lamentar os desmandos dos governos”, declarou o cacique Erianaê.

Durante todo o dia os membros do CBHSF estiveram reunidos no auditório da Escola Profissionalizante do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para deliberarem questões importantes que atingem diretamente as comunidades ribeirinhas. Na pauta das discussões esteve a deliberação que homologa os coordenadores das câmaras consultivas regionais do Médio e Sub-Médio São Francisco.

APOINME REALIZA ENCONTRO ENTRE ETNIAS DO NORDESTE

Entre os dias 02 e 04 de julho de 2011 aconteceu na Aldeia Tingui Botó um grande encontro entre indígenas das etnias Jenipapo-Canindé, Tremembé, Anacés, Tapeba e Pitaguarys(Ceará), Pankararu(Pernambuco)  além é claro dos anfritiões Tingui Botós.

O evento foi realizado pela Apoinme (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e espírito Santo), com o propósito do intercâmbio cultural entre as aldeias e a interligação entre os povos que participaram do evento. A abertura do mesmo se deu no domingo pela manhã, já que no sábado os índios cearenses chegaram cansados e preferiram descansarem. Logo na manhã do domingo foi apresentado o toré dos Tingui Botós que serviu como cartão de visita para recepcionar os parentes cearenses. Logo à seguir, os índios visitantes apresentaram seu canto e sua dança provando que a cultura indígena continua sendo mantida por todo o Nordeste. ” É um prazer recebê-los em nossa tribo, sejam bem vindos, espero que possam mostrarem seus valores para que possamos interagir e compartilhar-mos sabedoria” disse Marcos Sabarú coordenador da Apoinme e intregrante da tribo anfitriã.

O evento seguiu com os índios conhecendo a tribo e o modo de vida de seus habitantes. Foi mostrado o viveiro onde se trata mudas de plantas para reflorestamento, parte da mata de preservação do povo Tingui, artesanatos, agricultura e também foi discutida temas de interesses mútuos como a obrigação de articulações governamentais e não governamentais que tratam da causa  indígena de forma geral. Participaram do evento lideranças importantes da causa indígena como o cacique e o pajé dos Tingui Botós Erinawê e Adalberto, respectivamente.

À noite á beira de um fogo, mais entrosados, os índios dançaram toré juntos, compartilhando o canto sagrado símbolo dos índios nordestinos.Também foram retratados e discutidos assuntos internos da causa indígena.

No domingo à tarde os índios assistiram a uma partida de futebol de várzea entre  o time local Guarany  e um time da cidade de Arapiraca. O placar terminou 1 a 0 para a equipe indígena.

No domingo a  noite o toré ecoou a noite estrelada até madrugada. Praticamente toda a tribo de curumins à anciões contagiaram-se e participaram do som sagrado.

No encerramento do evento na segunda feira novamente ao som da maraca e das pisadas os índios do Ceará se despediram, e deixaram o convite feito para que os Tinguis se fizessem presente nas longínquas terras cearenses.

publicado em 10/07/2011 por JAIRÃ

6 Respostas para “NOTICIÁRIO TINGUI BOTÓ – ÚLTIMAS NOTÍCIAS…

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  1. Interessante vcs tem mais q se unir para reclamar seus direitos. Educação servirá para cursos profissionalizantes e também irá prepará-los para concursos e um trabalho melhor. Cursos especialmente superior iraõ se destacar entre os demais. Em 2009 fui com meu filho q tinha 5 anos na época fomos a Palmeira dos Índios Xukuru-Kariri, ele gostou d+++++ comprou um arco-flexa.Hoje fazendo um trabalho escolar com 9 anos relembrou nossa visita. Gostamos e temos o maior respeito. No ano passado no dia do índio Heitor saiu pela rua gritando com a mão na boca uuuuuu fazendo uma homenagem e com a flexa . Relembramos das lembranças q nos viam a cabeça. O cacique falava sobre o descobrimento do Brasil, dançaram, mostraram seu artesanato ainda tenho o brinco de pavão guardo e as vezes uso. Seus costumes e tradições devem permanecer mesmo com o progresso, pois é, lindo. O pajé fez um desenho no corpinho dele mas na volta a chuva tirou, ele chorou quando voltamos p/ casa não havia mais o desenho. No ano de 2012 comprei um cd com lindas melodias vendidos por índios no comércio. A foto q ele tirou com o pajé e q prometemos enviar para o okurt do pajé ficou na escola e pedi o contato. Queremos dizer q foi uma experiência maravilhosa. No dia 19 de abril vou fazer uma homenagem aos índios no meu facebook q é o face da minha família: eu, meu filho e meu marido. Meu nome é Luciane Pedrosa Correia.

  2. ta precisando mesmo desses cursos e tambem de um professor de portugues kkkkkk

  3. áte que fim, estou vendo desenvolvimento na educação dos alunos dessa aldeia.
    é mais que necessario é obrigatorio, é preciso cobrar cada vez mais da Funai
    cursos proficionalizantes, tem que capacitar esses jovens para que ocupem seu tempo com trabalho.
    para que eles tenha uma boa educação,e estejão preparado para o mercado de trabalho

    andreia santos
  4. Muita saudade!!!!

    Patrícia Ramos
  5. rafaela é rose to morredo de saudade

  6. vivia viii sua foto kkkkk india branca?kkk,kkkkkkkkk brincadeira garota .jaira da esse recado p ela ta bomkkkkkkkkkk rafaela

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