COMUNIDADE INDÍGENA RECEBE VISITA DE CANDIDATOS À PREFEITURA DE FEIRA GRANDE

Em meio as esquentadas campanhas políticas da cidade de Feira Grande-AL, finalmente  o único povo indígena do Agreste de Alagoas, voltou a ser lembrado  de alguma forma pelas pessoas que detém o poder político-sócio-econômico da cidade.

Surpreendentemente, em uma das marchinhas de campanha do candidato da situação, Dário Roberto do PSD, faz-se  ‘rima’ usando o nome  desta comunidade: ” Vamos votar Aldeia Tingui Botó, que ‘ele’ ( Dario Robert0) vai ser o melhor prefeito desse lugar”. Dario é o candidadato do atual prefeito Fabinho Lira,  e deve estar na aldeia nos próximos dias.

Outro a lembrear desta aldeia foi Veridiano Almir , candidato de extrema esquerda do PMDB, que  no último dia 15 de agosto esteve visitando a aldeia. Aliás, 15 é o número do partido do mesmo.  O filho ex-prefeito e deputado  falecido, Almir Lira, ( que era de certa forma ‘ aplaudido’ entre os índígenas), esteve acompanhado do seu vice Professor César Pereira também bastante conhecido na aldeia.

Dias depois, no sábado (25 de agosto)  foi  a vez da candidata petista Lucia Lira  , que passou o dia na comunidade visitando os indígenas.  Lúcia esteve acompanhado pelo militante presidente do PT em feira Grande, Engº Carlos Lira.

Além dos candidatos à prefeitura, incontáveis postulantes a vereadores também vem frequentando a comunidade nos últimos dias em busca dos votos dos indígenas.

Segundo pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos – SCMDH (Maio de 2012), os Tingui Botó possuem 256 eleitores aptos a votarem. Sem dúvidas , um número considerável de cidadãos feiragrandenses que merecem mais atenção, não só por pertencer-mos as minorias étnicas, mas também por ostentar-mos o nome desta cidade de forma positiva, visto que Feira Grande  incrivelmente só aparece nos noticiários nacionais de forma nefasta, para  comprovação nos remetemos à 2005 com a Operação Gabiru, 2010 com o escândalo dos católicos pedófilos, ou 2011 a tragédia da caçamba. Aliás, que vergonha não se construir um memorial no local daquele trágico acidente.

Outra crítica vai aos que se dizem fieis religiosos, que abandonaram as igrejas e templos para formarem comisões de fieis seguidores de partidos políticos, o que não se vê entre os indígenas.

O que se espera das pessoas que irão compor o próximo governo feiragrandense é uma maior atenção a nós indígenas, além de outros grupos minoritários desfavorecidos socialmente, que sempre estão a mercê das migalhas que caem das mesas do poderosos da elite dominante.

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