FEAB REALIZA DEBATE ACERCA DA TEMÁTICA INDÍGENA

O Movimento Indígena Brasileiro ganha mais um aliado na luta contra o modelo desenvolvimentista do país. No período entre 09 e 15 de Setembro de 2013 a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil-FEAB, realizou na Universidade Estadual do Norte Fluminense em Campos dos Goytacazes-RJ o 56º Congresso Brasileiro dos Estudantes de Agronomia do Brasil – CONEA, com a temática “ O Papel do(a) Engenheiro(a) em formação nas Comunidades Indígenas e Tradicionais”. O encontro contou com a participação de cerca de 600 estudantes de Agronomia de todas as regiões do Brasil que discutiram suas formações sociais e políticas, e seu papel na formação da sociedade brasileira, haja vista que no entendimento dos militantes desta Federação, as universidades são mais uma arma estratégica do modelo capitalista que cumprem uma função de formação tecnicista, não levando em conta a formação social e política do estudante. É na contra-mão desse modelo de ensino que a organização estudantil tem pautado seus encontros e discussões. 1238276_738481899500517_693658583_n

Durante os dias de discussão foram apresentados dados e questionamentos da real situação que vivem os mais de 800 mil nativos brasileiros, através de representantes da Fundação Nacional do Índio – Funai, do Conselho Indigenista Missionário – Cimi, Embrapa, e algumas lideranças indígenas. A partir dessas exposições, os estudantes começaram a refletirem e discutirem acerca da situação, e de que forma, a FEAB e o Movimento Indígena podem unirem força para seguirem juntos na caminhada em defesa das suas bandeiras de luta.
O congresso foi fundamental para a formação da consciência social dos estudantes participantes, haja vista, a imagem distorcida que a sociedade brasileira tem diante dos índios, não muito diferente na consciência do estudante, muito por conta das mais diferentes estratégias que os atuais ‘inimigos’ da causa indígena utilizam para a formação de uma opinião pública que não condiz com a verdade sobre os indígenas brasileiros.
Os futuros agrônomos voltaram as suas escolas com uma forma de pensamento dos nativos brasileiros bem mais real, e diferente do que é mostrado pela grande mídia e continuamente reproduzido nas repartições de ensino deste país. Percebeu-se que os inimigos são os mesmos, no que tange as repressões sociais que ocorrem com as classes desfavorecidas.
Muito por conta de uma organização estudantil com ideologias bastante concretas e formadas, que tendem a luta por justiça social, os militantes da Feab não tiveram dificuldades na compreensão da razão da luta do Movimento Indígena do Brasil, e seus entraves na briga pelos direitos a viver livremente em seus territoriais tradicionais.
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É fundamental para a luta dos índios do Brasil, a conquista de aliados com ideologias semelhantes, e nesse cenário foi muito bem vindo o 56º Conea que deliberou sobre um tema delicado na conjuntura do país atualmente, visto que somos o principal alvo do modelo desenvolvimentista e ruralista do país, e o tratamento do modo de vida indígena visto como um entrave ao progresso do país faz com que se forme uma opinião pública errônea.
A reprodução do conhecimento adquirido no encontro, dentro das instituições de ensino será fundamental para a desmistificação da figura do índio, além do tratamento da temática da diversidade do campo de trabalho do engenheiro agrônomo.
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#A FEAB É DE LUTA
#O MOVIMENTO INDÍGENA É DE LUTA

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