POVO TINGUI BOTÓ SEDIA II ASSEMBLEIA DOS POVOS INDÍGENAS DE ALAGOAS E SERGIPE

Durante os dias 25 e 26 de setembro de 2013, a Comunidade Tingui Botó sediou a II Assembleia dos Povos Indígenas de Alagoas e Sergipe. O evento contou a presença de lideranças dos povos: Jeripankó, Kalankó, Katokin, Karapotó-Plakiô, Karapotó Terra Nova, Kariri Xocó, Tingui Botó, Wassu-Cokal, Xocó, e Xucuru Kariri, além de representantes de diversos segmentos governamentais, tais como o prefeito e o vice-prefeito da cidade de Feira Grande, Veridiano Almir e César Pereira, respectivamente, além do coordenador da Funai Regional Nordeste I, Frederico Vieira Campos, acompanhado de sua coordenadora educacional Leonice Bezerra Araújo, além de outros representantes da Funai. O encontro também teve a presença de outras representações governamentais das esferas municipal e estadual.
Os temas tratados na Conferência disseram respeito a Educação Escolar Indígena, Terra e Territórios Indígenas, e Movimento Indígena no Brasil. No evento também foram eleitos os representantes de Alagoas e Sergipe nas cadeiras da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME, entidade organizadora do evento. 1234353_420113988111673_554852433_n
Durante o debate, Frederico destacou os impasses que vem tendo para que se consiga a demarcação, homologação e desintrusão dos territórios indígenas em Alagoas, haja vista que o Governo Federal tem priorizado as regiões onde os conflitos têm ganhado destaque e abrangência maior. No entanto, as lideranças retrucaram afirmando que a necessidade é geral, e que o governo não tem boa vontade de demarcar as Terras Indígenas em lugar nenhum. Em Alagoas a situação mais tensa ocorre na cidade de Palmeira dos Índios, onde os Xucurus vem há anos brigando por seus territórios tradicionais, e têm tido o embate dos moradores locais e dos governantes detentores das Terras.
Na temática Educação Indígena, os debates também foram de constrangimentos por parte dos indígenas, devido a situação das escolas indígenas e os maus tratos que o governo do estado tem tido com os índios de Alagoas. A luta no momento é pela criação da categoria Professor Indígena para que se possa existir um concurso que selecione esses profissionais para lecionarem nas escolas indígenas. No entanto, o desinteresse por parte do governo é claro, já que atualmente as escolas funcionam com o trabalho de monitores que não são suficientemente preparados e mau remunerados.
Após a deliberação do Documento Final da Assembleia, os indígenas presentes encerraram a cerimônia com muito toré, reverenciando aos deuses dos índios alagoanos.

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