A História

Para se conhecer a fundo a história desse povo, temos que voltarmos muito no tempo e nas formas de tratamentos dos colonizadores e religiosos ao longo dos anos de exploração. Só se tem relatos da existência desse grupo indígena quando já conviviam com os Carirís no aldeamento do Colégio, isso provavelmente no início do seçulo XIX. Toda a cultura depois renomada de Tingui Botó era cultuada junto a diversos outros povos reunidos ali pelos misionários.

As datas exatas sobre a subida dos Tinguis para o Agreste não se tem certeza, mas por relatos de indígenas, provavelmente anos antes da Libertação da Escravatura Negra, ou seja, segunda metade do século XIX. Essas datas coincidem com a junção dos Xocós aos Cariris.

 

Os Tingui Botó começaram à habitar a atual região em que vivem por volta de meados do século XIX. Foi nessa época que um grupo de índios da tribo Karirí Xocó(Porto Real do Colégio) subiram em direção ao Agreste alagoano e resolveram ocupar essa região que a época era afastada de cidades e vilas, pertencia originalmente ao território Carirí e foi considerada adequada para as práticas de rituais culturais sem que houvesse interferência do povo branco. O grupo liderado pelo antigo indígena José Botó passou a povoar essa área e cultuar as origens Karirí Xocó, denominando a tribo de Tingui Botó em homenagem ao própio líder e a árvore que inicialmente serviu de abrigo para eles, árvore essa denominada tingui, cuja folha é utilizada como instrumento de pesca para sufocar os peixes, e até hoje é encontrada na tribo.
A cultura Tingui Botó teve que ser mantida arduamente, pois próximo a tribo formou-se a vila de Olho D’ága do Meio que ajudou a miscigenar a cultura desse povo.
Somente por volta do ano de 1983 a Funai (Fundação Nacional do Índio) resolveu reconhecer os Tingui Botós como índios, sendo uma das primeiras tribos do estado a ter reconhecimento do poder público. A Funai baseou-se em estudos de alguns antropólogos como Célio Hosten, Clóvis Antunes, e até mesmo do antropólogo americano Hohental Junior que ficou maravilhado ao conhecer a cultura Tingui Botó.

Mas foi em 2006 que os Tingui tiveram grande alegria e reconhecimento quando a Funai resolveu comprar as terras das fazendas Ypioca I e II demonstrando reconhecer a legitimidade dos verdadeiros donos da terra.
O atual cacique da tribo é Eliziano de Campos. O pajé é Adalberto Ferreira. São eles os principais representantes desse povo.

Cacique Eliziano(Erinawê Tantinan)

3 opiniões sobre “A História”

  1. Primo, sou filho do Messias, irmão do Maxsuell, Parabens pelo projeto… Sou fã de seu site do nosso povo.

  2. Oi,boa tarde eu queria saber mais sobre algumas coisas sobre os indígenas mas eu não acho e eu queria que vocês publicasse mais alguns conteúdo pra quem quiser pesquisar sobre os indígenas ou algumas outras coisas.
    Obrigada…

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