O Ouricurí

O “Ouricurí” (Ritual Sagrado no idioma dzbukuá) é uma área de preservação ambiental e cultural dentro do território da aldeia com cerca de 300 hectares de mata verde onde é preservada a fauna, e são encontrados diversos animais como serpentes, lagarto, jacaré, maracajá, coelho, ariranha, capivara, lontra, camaleão, raposa, guará, tatú, teiú, além de diversas espécies de peixes espalhados pelas barragens encontradas na tribo, mas principalmente no Rio Boiacica que corta a tribo. A tribo está com todo seu território está localizado dentro do bioma caatinga, portanto, aparentemente observa-se uma comunidade floretal secundária, no entanto, a vegetação presente é de comunidade clímax, mesmo com árvores de porte não tão acrescido e em alguma partes constituídas por arbustos.
A fauna do nosso  povo também é rica no que tange as diverssas espécies de pássaros encontradas na região de preservação. A área do Ouricurí é cem por cento verde, sendo nessa área da tribo que se encontra toda a flora que é baseada em plantas como o anjico, a jurema, a catingueira, a arapiraca, o coité, a agaroba, a quixabeira, a obaiera, a cajarana, o mameleiro, o jacarandá, o flamboian, o tingui, o sabiá, as palmeiras, entre outras sendo a maioria com rico poder medicinal.
Destacamos acima aspectos somente do ambiente, pois a finalidade com que esse costume tradicional é tratadopelo povo indígena que o cultua não diz respeito ao homem não índio, portanto, nos restringimos a falar um tanto delimitado quanto a tradição desse ritual .É no Ouricurí que se resume quase toda a cultura Tingui Botó, onde tradicionalmente aos sábados os índios se encontram, permanecendo alí por tempo determinado pelo próprio costume, fazendo práticas religiosas milenares, separadamente da civilização não índia. O Ouricurí é o lugar sagrado para os índios, devido à isso não é permitida em nenhum momento a visita do homem branco à essa área, assim as visitas só ocorrem a aldeia em sí.
Lá na mata a tradição é mantida. Não se alimenta da comida do homem branco, não se tem acesso a tecnologia (rádio, telefone, computador, luz elétrica). No Ouricurí os índios vivem em ocas ou malocas. Além do mais para o próprio índio ter acesso ao Ouricurí é necessário que ele se resguarde durante toda a semana que antecede a sua ida. O indígena seja ele Tingui Botó, Karirí Xocó, Pankararú, Fulni-ô ou Xucuru Karirí (tribos que mantém a tradição do Ouricurí) não pode ter relações íntimas com mulheres, nem mesmo desviar o foco do pensamento durante toda a semana. Também não é permitido o consumo de álcool, participação em festas, etc..Segundo a tradição, somente assim, o índio está realmente puro e preparado de corpo e alma para participar dos rituais religiosos.
A crença  Tngui Botó não difere no que diz respeito ao pensamento sobre Deus. Acredita-se que Deus existe para todos, só que de várias maneiras, portanto o Deus Tupã dos índios seria o mesmo Deus cultuado pelos brancos.
Entre os Tinguis também são adorados os deuses da natureza.

Estrada que leva ao Ouricurí
Estrada que leva ao Ouricurí
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2 comentários em “O Ouricurí”

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