OS GRANDES DEFENSORES DA CAUSA INDÍGENA

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Na grande história de luta dos povos indígenas no Brasil, muitos personagens merecem nosso destaque e reconhecimento por entrarem de corpo e alma na defesa do índio brasileiro. Vejamos apenas alguns dos muitos que desbravaram ao nosso lado por um país justo com respeito as minorias étnicas.


Darcy Ribeiro (1922-1997) -Ilustre brasileiro não só se destacou em defesa da causa indígena como também na política e discussões que envolviam temas de interesses nacionais. Assumiu cargos de grande relevância na política nacional, sendo vice-governador do Rio de janeiro, ministro chefe da Casa Civil e Senador. Publicou importantíssimos  trabalhos antropológicos acerca dos silvícolas brasileiros. Darcy foi um dos mais admiráveis intelectuais com uma visão externa impressionante sobre as sociedades indígenas. Sem dúvidas, um ímpio entendedor do modo de vida indígena.

Biografia da vida de Darcy Ribeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

Dinarte

DINARTE NOBRE MADEIRO

Natural de Natal/RN, esse indigenista iniciou seu trabalho na Funai na década de 1970 e foi presidente do órgão entre os anos de 1993 e 1995.  Dinarte foi funcionário da Funai e passou por algumas administrações regionais, entre elas Boa Vista, Belém e Recife. Seu trabalho foi marcado por um forte compromisso como os povos indígenas e atuou, especialmente, junto aos Yanomami, coordenando a retirada dos garimpeiros daquela terra indígena.

Também realizou trabalhos junto aos Tikuna e outros povos do alto rio Solimões; aos Munduruku, Kayabi e Apiaká, no médio e alto rio Tapajós; e foi bastante atuante junto aos Kayapó, no Pará, combatendo a venda ilegal de madeira na área. Possuía amplo conhecimento da Amazônia, região a qual dedicou grande parte de seu trabalho. Mantinha ainda boas relações com povos do Nordeste, entre eles os Fulni-ô, Pankararu e Tuxá.

Em Brasília, exerceu os cargos de coordenador geral de estudos e pesquisas e diretor de assistência. Enquanto esteve à frente da presidência do órgão, visitou praticamente todas as áreas indígenas e foi um forte defensor da demarcação das terras indígenas, contabilizando cerca de 30 demarcações durante sua gestão. Sem dúvida, um exímio entendedor da causa indígena que partiu desse mundo dia 28 de Maio de 2012. Concerteza está em um lugar ao lado dos nossos ancestrais.

 

 

 

 

funaiJOSÉ HELENO DE SOUZA

José Heleno de Souza é um dos exemplos de índios que se tornaram funcionários da FUNAI, desde fins da década de 1970, e que, por seu desempenho no ofício, por sua dedicação, integridade, infatigabilidade e luta, deixaram sua marca nos anais do órgão indigenista.José Heleno nasceu em Sergipe em uma aldeia na beira do rio São Francisco que, na ocasião, não tinha terra demarcada, mas estava em contencioso com um fazendeiro local. Aliás, o fazendeiro era nenhum outro senão o pai do atual presidente do STF, Carlos Ayres Britto. Os Xocó ganharam o direito de posse sobre a Ilha de São Pedro, e o fazendeiro abriu mão de sua usurpação. O povo Xocó, ou Kariri-Xocó, como ficou conhecido, vivia com imensas dificuldades para ser reconhecido como indígena. O pai de José Heleno, que o sobrevive, e seus tios haviam estado com funcionários do antigo SPI e há anos buscavam esse reconhecimento. Os vizinhos brasileiros, negros, cafusos e brancos, davam pouco valor à identidade indígena. Aliás, muitos Xocó têm aparência de cafuso, misturados fortemente com negros.

Apesar de todas as dificuldades, os Kariri-Xocó persistiram. Talvez não como memória histórica, mas como memória mitológica, os Xocó, os Kariri, os Xukuru, os Wassu-Cocal sabem que passaram por grandes lutas no passado. Foram dos mais destemidos grupos indígenas a participar nas terríveis lutas da província de Alagoas, em busca de sua autonomia, numa época que antecipou (1832) as lutas que ficaram mais famosas, com larga participação indígena, como a Balaiada, no Maranhão (1836-38), e a Cabanagem, no Pará (1838-40). Na historiografia regional essa rebelião é conhecida como a “Guerra dos Cabanos”, não menos porque a maioria de seus participantes eram indígenas, seja auto-denominados, seja nomeados como “cabano” termo equivalente a “caboclo” ou ainda, para alguns cronistas da época, como “gente pobre livre”.

José Heleno era um sujeito destemido, arrojado, nervoso e ao mesmo tempo conciliador, amável, gentil. Tem um histórico de ações indigenistas na FUNAI, desde o tempo em que foi contratado e alocado para trabalhar no Maranhão, com os Guajajara. Na ocasião falavam que ele era índio Tuxá, tão pouco eram conhecidos os Kariri-Xocó.

José Heleno deve servir de exemplo dos índios que podem e devem servir à FUNAI. Foi contratado, trabalhou mais de 30 anos, sob todas as provas e ordálias. Foi um exemplo para seu povo e para os povos indígenas do Nordeste. Foi um excelente administrador da FUNAI. Foi demitido injustamente em 2008 e sofreu muito por isso.

É preciso que a FUNAI, no seu próximo concurso, abra-o exclusivamente para índios, com criterios específicos que valorizem a capacidade indígena de conhecimento do mundo indígena e de diálogo com o mundo envolvente. Não pode ser um concurso generalizado, com bases exclusivamente acadêmicas. Se continuar assim, poucos índios terão chance de passar. O exemplo de índios no serviço público e especialmente na FUNAI é fundamental para que haja uma inserção verdadeira, uma integração (no bom sentido) do potencial indígena na Nação brasileira. Os povos indígenas querem essa integração saudável, a despeito de algumas opiniões de antropólogos de gabinete. É essencial também para que funcionários não indígenas aprendam a trabalhar em cooperação e com o coração aberto.

Considero essa proposta uma homenagem a José Heleno e a todos os índios que têm servido à FUNAI e que devem um dia dirigi-la.

RETIRADO DE : http://merciogomes.blogspot.com.br/2012/08/jose-heleno-de-volta-aos-espiritos-do.html

 

 

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